Jantar Secreto – Raphael Montes

Eu prefiro escrever resenhas de dois ou mais livros, mas no caso da obra do Raphael Montes, eu quis dedicar um post exclusivo.

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Primeiro que entrei em uma questão bem reflexiva, quando somos alfabetizados, os autores nacionais são praticamente unânimes na nossa infância. Qual criança não teve uma coleção de Gibis do Mauricio de Sousa? Nunca se aventurou com O Menino Maluquinho? E quando que esse interesse pela literatura nacional é perdido?

Eu tenho cerca de 350 livros no meu Kindle, desse número nem 10% é composto por autores nacionais, o que eu acho de uma tristeza profunda, por causa disso ando procurando bons livros brasileiros (e aceito sugestões!)

Há tempos o livro do Raphael me chama atenção, a capa é bem interessante e a sinopse é a seguinte, Um grupo de jovens deixa uma pequena cidade no Paraná para viver no Rio de Janeiro. Eles alugam um apartamento em Copacabana e fazem o possível para pagar a faculdade e manter vivos seus sonhos de sucesso na capital fluminense. Mas o dinheiro está curto e o aluguel está vencido. Para sair do buraco e manter o apartamento, os amigos adotam uma estratégia heterodoxa: arrecadar fundos por meio de jantares secretos, divulgados pela internet para uma clientela exclusiva da elite carioca. No cardápio: carne humana. A partir daí, eles se envolvem numa espiral de crimes, descobrem uma rede de contrabando de corpos, matadouros clandestinos, grã-finos excêntricos e levam ao limite uma índole perversa que jamais imaginaram existir em cada um deles.

Primeiro eu gostaria de fazer um alerta, não é um livro para estômagos fracos.

É um livro que me chocou e me prendeu, os relatos de preparo dos corpos, da carne e outras coisas (sem spoiler) são bem detalhados, tão bem a ponto de eu querer pular umas linhas.

Mas voltando pro primeiro contexto, uma coisa que eu acho que o autor peca é o quão clichê todos os personagens são. Isso me incomodou muito! Achei tão raso, classificar um homem obeso como gordo nerd, um gay ser promíscuo, o bonitão ser escroto e o pobre ser batalhador.  Ainda tem a Cora, uma garota de programa linda e culta. Mas apesar disso a história se desenrola bem.

Confesso que comecei a desconfiar do final na metade do livro, mas ainda sim foi uma boa surpresa. Tudo me parece bem surreal, mas não vou entrar nesse mérito, já que é uma ficção.

Se você quer sugestão de um triller nacional, recomendo O Jantar Secreto, mas saiba que você pode ter vontade de pular o jantar algumas vezes.

 

Bom dia, Verônica – Para Ler e Assistir

Se você mora na Terra, provavelmente ouviu falar do lançamento da Netflix Bom dia, Verônica.

Baseada (pouco, na minha opinião) no livro homônimo de Raphael Montes, já habitué deste blog, e Ilana Maravilhosa Casoy.

A história é encabeçada pela personagem título vivida pela atriz Tainá Müller, uma escrivã da Delegacia de Homicídios em São Paulo que acaba se envolvendo em duas grandes investigações sobre crimes em que as mulheres são as vítimas.

Sem dúvida nenhuma a série é uma das melhores produções nacionais da plataforma. O elenco Tainá Muller, Camila Morgado e Du Moscovis não decepciona. Aliás, a atuação da Camila Morgado é simplesmente perfeita!

A história prende do começo ao fim, vimos em 2 dias. Esperem cenas de embrulhar o estômago, revolta e mistério.

Mas, você também deve ler o livro…

Vou explicar!

Minha visão como telespectadora/leitora da obra foi totalmente diferente do meu marido, por exemplo.

Ele amou a série, ficou intrigado, achou a história perfeita, gostou do final. Eu, que corri pra ler o livro antes da série, fiquei um tanto quanto decepcionada.

A Verônica do livro é uma potência. Ela é sensual, sexual, decidida, firme. Não vi isso na personagem da Netflix, não pela Tainá, mas por todo contexto dela, isso achei bem triste.

E a trama sobre o cara que enganava mulheres na internet ficou um pouco jogada no meio da série. No livro, o desdobramento dessa história é surpreendente e bem inteligente. Talvez por envolver necrofilia poderia ser pesado pra TV, mas a história merecia mais atenção.

Eu sou fã do trabalho do Raphael Montes, mas essa parceria com a Ilana só refinou ainda mais o estilo de escrita. Bom dia, Verônica é sem dúvida, o melhor livro nacional que li nos últimos tempos!

E para uma experiência melhor, recomendo ler após assistir a série, menos decepções.

Já que eu estou aqui mesmo, vamos de dicas?

Podcasts – True Crime

Eu sigo no ritmo de quarentena, trancados em casa, cheios de saúde e tédio.

Sigo apaixonada por Podcast, como o livro/série é sobre crimes vou seguir no tema:

  • Modus Operandi – Meu preferido! Gosto dos temas, a postura das apresentadoras Carol Moreira e Mabê é ótima, séria na medida certa. Elas fazem uma boa pesquisa sobre os assuntos abordados.
  • Que Crime Foi Esse? – Vários episódios com crimes nacionais é o grande diferencial desse pod. Eu canso um pouco do tom divertido que elas levam cada episódio, mas isso já é previamente avisado.
  • Café, Crime e Chocolate – Recomendo MUITO o episódio Caso Família Watts, é melhor que o documentário do mesmo crime que tem na Netflix
  • Fábrica de Crimes – Gosto muito, é quinzenal, infelizmente! A pesquisa e apresentação dos casos são vem completas e com casos bem conhecidos.

Espero voltar em breve dessa vez 🙂

Restaurante, livros e otras cositas más…

Oi, sumi, mas voltei.

Meu sumiço foi 100% causado pela Bienal Rio. Foi culpa da correria prévia, culpa dos 8 dias que passei na cidade maravilhosa e culpa minha também, claro.

A Bienal Rio foi super cansativa, não vi quase nada da programação que não eram do meu cliente, mas fiz questão de ver uma das mesas de debate, era sobre livros do gênero thrillers policiais. Sabe quem estava lá? O Raphael Montes, autor de alguns livros que resenhei aqui no blog.

Inclusive antes de embarcar terminei um lançamento dele Uma Mulher no Escuro.

Eu queria conhecer ele, porque além de ser um grande autor, gostaria de ver se há algum resquício de psicopatia nele. PORQUE NÃO É POSSÍVEL ESCREVER LIVROS TÃO VISCERAIS SEM SER LOUCO.

Mas me deparei um Raphael de fala calma, tranquilo e pasmem, até engraçado! Enfim, quase me decepcionei, mas fiquei ainda mais admirada.

Sobre o lançamento, assim como os outros que li, fiquei sem ar, nauseada com a história da Vic.

Victoria Bravo tinha quatro anos quando um homem invadiu sua casa e matou sua família a facadas, pichando seus rostos com tinta preta. Única sobrevivente, ela agora é uma jovem solitária e tímida, com pesadelos frequentes e sérias dificuldades para se relacionar. Seu refúgio é ficar em casa e observar a vida alheia pelas janelas do apartamento onde mora, na Lapa, Rio de Janeiro.
Mas o passado bate à sua porta, e ela não sabe mais em quem pode confiar. Obrigada a enfrentar sua própria tragédia, Victoria embarca em uma jornada de amadurecimento e descoberta que a levará a zonas obscuras, mas também revelará as possibilidades do amor. Um psiquiatra, um amigo feito pela internet e um possível namorado — qual dos três homens está usando tudo o que sabe para aterrorizar a vida de Vic? E o que afinal ele quer com ela?

Livro tenso e o que me chocou mais nem foi descobrir quem era, e sim, o motivo que levou a tudo isso, é avassalador, juro!

Leiam, é sempre bom exaltar autores nacionais, o Raphael é um grande nome da literatura brasileira.

Já que eu voltei, vamos falar de comida também?

BBQ Farm

O melhor restaurante que conheci nos últimos tempos fica no número 265 da Rua dos Pinheiros, lugar que eu gostaria de morar, aliás.

O nome do restaurante não deixa dúvidas, a especialidade é carne. Servida em diversos cortes, agrada todos os tipos de carnívoros.

O ambiente é legal, nada caricato ou temático, achei aconchegante até. O atendimento foi muito bom do começo ao fim, mas vamos ao que interessa?

A escolha do meu marido foi um Magret de Pato Defumado. Eu nem sou a maior fã de pato, mas esse estava incrível! Extremamente macio, defumado na medida certa e o tempero uma delícia. Juro, para quem gosta é imperdível! Eu não lembro o preço, mas era mais de 70 reais.

Eu fui do carro chefe de casa, Miolo da Fraldinha Black Angus pedi ao ponto e a carne apenas desmanchava. Veio acompanhado de um chimichurri. Este corte custa 67 reais. O ponto veio perfeito e a carne muito macia e saborosa, uma das melhores que comi ultimamente.

Os acompanhamentos são a parte, pedimos algo que eu sempre tive lombrigas pra provar, Aligot que é um purê de batata com infusão de queijos Gruyère e Minas Padrão, a porção, que tamanho médio custa 24 reais e eu comeria quilos disso! hahahahahah juro! Maravilhosa

E pedimos fritas temperadas porque batata nunca é demais! E também estavam ótimas.

Ficamos tão tão empolgados com tudo que comemos que até pedimos sobremesa, coisa que raramente fazemos. O Cheeeseke de Doce de Leite também não decepcionou!

Tudo isso foi acompanhado de um vinho honesto na casa dos 80 reais. Enfim, a conta sai alta, mas vale cada centavo! Vamos voltar com certeza.

Talvez eu ainda suma, porque estou cheia dos eventos esse mês, mas isso é assunto pra outro post ❤

Melhores e Piores Livros de 2018

Agora sim o último post do ano! Me veio agora essa ideia porque se tem uma coisa que o Brasil precisa em 2019 é de mais leitores, então se você leu pelo menos um livro que indiquei aqui este ano sinto que estou fazendo minha parte ❤

Vamos lá, não sei como separar exatamente as categorias, então vou fazer de um jeito diferente.

O livro que mais amei: É Assim que Acaba – Colleen Hoover
Eu não tenho certeza dessa escolha e acho que li livros mais marcantes no ano passado, mas esse que já resenhei por aqui me tocou de uma forma diferente, merece ser lido!

Livro que não gostei: Hoje Vai ser Diferente – Maria Sample
É engraçado em algumas partes, preferi terminar logo e não desistir, mas achei super chatinho!

Melhor suspense: Por trás de seus olhos – Sarah Pinborough
Eu não fiz essa resenha aqui! Eu mal lembrava dele, mas vasculhando meu Kindle lembrei da história e NOSSASENHORA leiam!

Como é meu gênero preferido temos menções honrosas: A Mulher na Janela, Preciso Saber (ÓTIMO), A Mulher na Cabine 10, Um Pequeno Favor, Quem Era Ela e deve ter mais alguns na lista.

Melhor livro leve: Asiáticos Podres de Ricos – Kevin Kawan
Eu ia fazer a resenha depois de ver o filme, mas acabou que não assisti, de qualquer forma amei o livro! Leitura leve, história divertida, gostei muito!

Livro que me deixou impactada: Dias Perfeitos – Raphael Montes
Fiz a resenha, suei frio lendo e acho o autor louco/gênio

Esperava mais: A Mulher Entre Nós – Greer Hendricks e Sarah Pekkanen
Eu quis TANTO ler esse livro, eu simplesmente não larguei o Kindle até terminar, mas aí chegou no final e eu quis morrer de tanta decepção!

Não esperava e amei: Tetralogia Elena Ferrante
Eu já tinha começado o Amiga Genial umas duas vezes esse ano e desistido, mas semana passada me forcei a ler e lá para os 20% do livro me apaixonei, sério! Estou no segundo A História do Novo Sobrenome e só largo a série quando terminar os quatro livros!

Auto-biografia-autoajuda: O Ano em Que Disse Sim – Shonda Rhimes
Esse gênero não existe, mas tipo existe! É uma mistura de biografia com autoajuda e esse da Shonda achei ótimo, ela é uma mulher incrível, criadora e produtora de três séries que amo: Grey’s Anatomy, Scandal, e How to Get Away with Murder. O livro é bem divertido e tem umas boas lições.

Romance: A Mulher do Viajante no Tempo – Audrey Niffenegger
Eu não tenho certeza se li neste ano, mas faz tempo que não pego um romance tão lindo quanto esse ❤ quero reler! Do mesmo estilo tem um que também gostei, Em Nossa Próxima Vida.

É arrastado, mas é bom!: A Verdade Sobre O Caso Harry Quebert – Joel Dicker
Dava pra cortar metade das páginas? DAVA! Mas é uma boa história, cheia de reviravoltas que daria um ótimo filme.

Melhor livro que eu não sei em que categoria colocar: Jardim de Inverno –  Kristin Hannah
Chorei com esse livro, ele começa lento, mas não desista, é um livro sobre amor, família, dor e guerra.

Eu poderia passar minha vida indicando livros, espero que gostem e que no seu 2019 tenha um espaço reservado para a leitura!

Livros de ficção sobre violência contra mulheres

*esse texto possui gatilhos de agressão contra mulheres e relacionamentos abusivos 

Fiquei um tempão pensando se fazia resenha sobre esses os livros, Dias Perfeitos e  Você. Já comecei e desisti. Sabe por que, principalmente?  Porque violência contra mulheres está longe de ser um enredo fictício. Foram livros que me deixaram angustiada, chateada e fiquei extremamente mal lendo. Mesmo sem ter passado nem perto de situações como de relacionamento abusivo ou agressivo, a empatia com as personagens e saber que existem mulheres reais que passam por situação semelhante TODOS OS DIAS, é impossível não se sensibilizar.

Ambas histórias tem semelhanças, as personagens querem ser escritoras, são livres, até que por acaso conhecem um homem, sem nenhuma intenção, mas eles acabam tornando-se obsessivos por elas. As personagens acabam sendo torturadas por homens que, em algum momento, chegaram a confiar. E por mais que algumas passagens descritas sejam surreais, a situação que permeia as histórias pode ser a mesma que você, sua amiga, sua mãe vivem.

Eu terminei o livro do Raphael Montes e da Caroline Kepnes com um gosto amargo na boca, podia ser só ressaca literária, mas na verdade, em dias tão sombrios como esses que nos esperam, era apenas desgosto com a vida mesmo.

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Dias Perfeitos de Raphael Montes é classificado como romance (cêis tão loucos né?!!!)  O protagonista do livro é Téo, um jovem e solitário estudante de medicina que divide seu tempo entre cuidar da mãe paraplégica e dissecar cadáveres nas aulas de anatomia.  Num churrasco a que vai com a mãe contrariado, Téo conhece Clarice, uma jovem de espírito livre que sonha tornar-se roteirista de cinema. Clarice está escrevendo um road movie de nome “Dias perfeitos”. O texto ainda está cru, mas ela já sabe a história que quer contar: as desventuras de três amigas que viajam de carro pelo país em busca de experiências amorosas. Téo fica viciado (OBCECADO é a palavra) em Clarice: quer desvendar aquela menina diferente de todas que conheceu. Começa, então, a se aproximar de forma insistente. Diante das seguidas negativas, opta por uma atitude extrema: desfere um golpe na cabeça dela e, ato contínuo, sequestra a garota. Elabora então um plano para conquistá-la: coloca-a sedada no banco carona de seu carro e inicia uma viagem pelas estradas do Rio de Janeiro — a mesma viagem feita pelas personagens do roteiro de Clarice.

Passando por cenários oníricos, entre os quais um chalé em Teresópolis administrado por anões e uma praia deserta e paradisíaca em Ilha Grande, o casal estabelece uma rotina insólita: Téo a obriga a escrever a seu lado e está pronto para sedá-la ou prendê-la à menor tentativa de resistência. Clarice oscila entre momentos de desespero e resignação, nos quais corresponde aos delírios conjugais de seu sequestrador. O efeito é tão mais perturbador quanto maior a naturalidade de Téo. Ele fala com calma, planeja os atos com frieza e justifica suas decisões com lógica impecável.

A capacidade do autor de explorar uma psique doentia é impressionante — e o mergulho psicológico não impede que o livro siga um ritmo eletrizante, digno dos melhores thrillers da atualidade. Dias perfeitos tem clima sombrio e claustrofóbico, personagens em tensão permanente e diálogos afiados. Angustiante e repleto de reviravoltas, o livro é uma história de amor (ISSO NÃO TEM NADA A VER COM AMOR!) obsessivo e paranoico que consolida Raphael Montes como uma das mais gratas surpresas da literatura brasileira.

Acho que depois do Jantar Secreto e esse livro, eu não sei se eu considero o Raphael Montes um gênio ou um louco, sério mesmo. Nessa sinopse dá pra ter uma boa ideia do enredo, mas a história toda é repleta de um surrealismo, impressionante.  Não gostei do final por motivos óbvios que vocês também não irão gostar, mas porque se formos trazer mais realidade para a história, é difícil não ter nenhuma ponta solta.

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Você,  de Caroline Kepnes  conta a história de uma aspirante a escritora linda e atraente entra na livraria do East Village onde Joe Goldberg trabalha, ele faz o que (quase) qualquer pessoa interessada faria: pesquisa no Google o nome que consta em seu cartão de crédito.

Para a sorte de Joe, existe apenas uma Guinevere Beck na cidade de Nova York, e ela posta incessantemente nas redes sociais tudo o que ele precisa saber: que ela é apenas Beck para os amigos, que frequentou a Brown University, mora na Bank Street e estará em um bar no Brooklyn esta noite – o lugar perfeito para um encontro ao acaso.

Ela ainda não sabe, mas é a mulher perfeita para Joe. E quando Joe começa a orquestrar obsessivamente uma série de eventos para garantir que Beck caia em seus braços, ela acaba não resistindo às suas investidas.

Passando do papel de stalker para namorado, Joe transforma-se no homem perfeito para Beck, ao mesmo tempo em que remove sorrateiramente todos os obstáculos no caminho dos dois. Mas também há muito mais em Beck do que sua fachada perfeita, e o relacionamento mutuamente obsessivo do casal rapidamente se desdobra em um turbilhão de consequências mortais.

Um relato devastador de uma farsa implacável, Você é um suspense arrebatador sobre vulnerabilidade e manipulação na era das redes sociais, capaz de provar que o amor  (de novo, não é amor!) também pode ferir. E muito.

Primeiro, esse livro virou uma série que chega 26 de dezembro no Netflix com o fiel nome de You, e é protagonizada pelo eterno Dan de Gossip Girl, eu não sabia disso e descobri pesquisando pra esse post, vi o trailer e achei bem próximo ao livro. Mas voltando pra resenha. A sinopse consegue ser um pouco melhor que o livro, porque além dos motivos óbvios, o título não é por acaso, a palavra você, para falar sobre a Beck é usada incansavelmente. Coisas surreais também acontecem, mas esse livros tem momentos de puro tédio, aliás achei que o Dan será um ótimo Joe.

Agora, se eu recomendo os livros?  Sinceramente não consigo decidir. Fico achando terrível um assunto tão sério quanto esse ser entretenimento literário, mas também acredito que não podemos varrer as agressões contra as mulheres para debaixo do tapete. Então não tenha apenas estômago forte. Nós, mulheres, precisamos de força todos os dias.