Restaurante, livros e otras cositas más…

Oi, sumi, mas voltei.

Meu sumiço foi 100% causado pela Bienal Rio. Foi culpa da correria prévia, culpa dos 8 dias que passei na cidade maravilhosa e culpa minha também, claro.

A Bienal Rio foi super cansativa, não vi quase nada da programação que não eram do meu cliente, mas fiz questão de ver uma das mesas de debate, era sobre livros do gênero thrillers policiais. Sabe quem estava lá? O Raphael Montes, autor de alguns livros que resenhei aqui no blog.

Inclusive antes de embarcar terminei um lançamento dele Uma Mulher no Escuro.

Eu queria conhecer ele, porque além de ser um grande autor, gostaria de ver se há algum resquício de psicopatia nele. PORQUE NÃO É POSSÍVEL ESCREVER LIVROS TÃO VISCERAIS SEM SER LOUCO.

Mas me deparei um Raphael de fala calma, tranquilo e pasmem, até engraçado! Enfim, quase me decepcionei, mas fiquei ainda mais admirada.

Sobre o lançamento, assim como os outros que li, fiquei sem ar, nauseada com a história da Vic.

Victoria Bravo tinha quatro anos quando um homem invadiu sua casa e matou sua família a facadas, pichando seus rostos com tinta preta. Única sobrevivente, ela agora é uma jovem solitária e tímida, com pesadelos frequentes e sérias dificuldades para se relacionar. Seu refúgio é ficar em casa e observar a vida alheia pelas janelas do apartamento onde mora, na Lapa, Rio de Janeiro.
Mas o passado bate à sua porta, e ela não sabe mais em quem pode confiar. Obrigada a enfrentar sua própria tragédia, Victoria embarca em uma jornada de amadurecimento e descoberta que a levará a zonas obscuras, mas também revelará as possibilidades do amor. Um psiquiatra, um amigo feito pela internet e um possível namorado — qual dos três homens está usando tudo o que sabe para aterrorizar a vida de Vic? E o que afinal ele quer com ela?

Livro tenso e o que me chocou mais nem foi descobrir quem era, e sim, o motivo que levou a tudo isso, é avassalador, juro!

Leiam, é sempre bom exaltar autores nacionais, o Raphael é um grande nome da literatura brasileira.

Já que eu voltei, vamos falar de comida também?

BBQ Farm

O melhor restaurante que conheci nos últimos tempos fica no número 265 da Rua dos Pinheiros, lugar que eu gostaria de morar, aliás.

O nome do restaurante não deixa dúvidas, a especialidade é carne. Servida em diversos cortes, agrada todos os tipos de carnívoros.

O ambiente é legal, nada caricato ou temático, achei aconchegante até. O atendimento foi muito bom do começo ao fim, mas vamos ao que interessa?

A escolha do meu marido foi um Magret de Pato Defumado. Eu nem sou a maior fã de pato, mas esse estava incrível! Extremamente macio, defumado na medida certa e o tempero uma delícia. Juro, para quem gosta é imperdível! Eu não lembro o preço, mas era mais de 70 reais.

Eu fui do carro chefe de casa, Miolo da Fraldinha Black Angus pedi ao ponto e a carne apenas desmanchava. Veio acompanhado de um chimichurri. Este corte custa 67 reais. O ponto veio perfeito e a carne muito macia e saborosa, uma das melhores que comi ultimamente.

Os acompanhamentos são a parte, pedimos algo que eu sempre tive lombrigas pra provar, Aligot que é um purê de batata com infusão de queijos Gruyère e Minas Padrão, a porção, que tamanho médio custa 24 reais e eu comeria quilos disso! hahahahahah juro! Maravilhosa

E pedimos fritas temperadas porque batata nunca é demais! E também estavam ótimas.

Ficamos tão tão empolgados com tudo que comemos que até pedimos sobremesa, coisa que raramente fazemos. O Cheeeseke de Doce de Leite também não decepcionou!

Tudo isso foi acompanhado de um vinho honesto na casa dos 80 reais. Enfim, a conta sai alta, mas vale cada centavo! Vamos voltar com certeza.

Talvez eu ainda suma, porque estou cheia dos eventos esse mês, mas isso é assunto pra outro post ❤

Rosa Mosqueta e Manteiga de Cupuaçu – Beleza

Sempre que sumo um pouco daqui eu tenho a impressão que só posso voltar com um post/notícia bombástico para compensar a minha ausência. Mas eu só tenho a velha desculpa da nossa geração, muito trabalho e um pouco de falta de criatividade também.

Mas vamos falar de um assunto que parece que o mundo anda viciado? Skincare. Há milhares de influenciadoras, blogs e notícias sobre o assunto. Tem muita coisa fora da minha realidade? Tem. Mas dá para adaptar coisas para a rotina. Por que quem tem tempo de fazer três passos de limpeza do rosto duas vezes por dia? Sorry por aqui não anda rolando hahahahah

Um coisa que também me questiono (problematizo) é o tanto de treco químico que estamos passando diariamente na nossa pele. Não vou ser a Gisele Bündchen e falar pra gente largar o protetor solar, não é isso. Até porque os efeitos do Sol são super nocivos. Mas se pudermos encontrar soluções mais naturais para manter o nosso maior órgão do corpo bonito e saudável, por que não?

A noite ando usado esse combo que eu ando amando! Manteiga de Cupuaçu e Óleo de Rosa Mosqueta. Ambos são 100% naturais sem aditivos ou conservantes.

A Rosa Mosqueta virou uma febre agora, mas ela já uma velha conhecida das nossas avós e era bem usada para ajudar a atenuar estrias, cicatrizes. Hoje usamos para rugas e linhas de expressão na pele, já que ela possui um potente efeito regenerador e emoliente sobre a pele, pois é rica em ácidos graxos como ácido oleico, linoleico e linolênico, além de Vitamina A.

Não acho o cheiro bom. Uso no rosto e no colo massageando bem para a pele absorver e durmo com ela. Vale lembrar que qualquer tipo de óleo deve ser sempre o último passo já que esse tipo de produto cria uma barreira na pele, por isso não adianta passar nada depois.

Já essa Manteiga de Cupuaçu foi uma ótima surpresa. Comprei pensando no inveno por ser ultra hidratante. O cheio é maravilhoso, dá vontade de comer hahahahhaa parece manteiga de cacau. A textura é complicada, endurece no frio, ai eu uso uma espátula pra tirar um pedacinho e conforme vai esfregando na pele, ela parece que vira um óleo. Um pedacinho rende muito, passo inclusive nos lábios e eles acordam novos. A pele fica muito macia.

Comprei os dois em uma feira que teve aqui em SP chamada Natural Tech.

Então vamos repensar em tudo que nossa pele absorve diariamente?

Pela ZL – URU Mar y Parilla

Se tem uma região que tem novidades toda semana esse lugar é o Tatuapé!

Na R. Emília Marengo, 109 fica o mais novo restaurante do bairro, o URU Mar y Parilla fica pertinho do nosso já amado Macaxeira, inclusive são do mesmo dono!

Fomos totalmente despretensiosos, mas chegando lá ficamos de queixo caído, QUE LUGAR MARAVILHOSO! Como o nome já sugere, o foco são as melhores coisas que a culinária uruguaia tem, carnes e frutos do mar.

Ele é grande, bem decorado, tudo de muito bom gosto e ainda sim tem cara de restaurante arrumadinho de praia, sabe? Nunca vi um restaurante tão bonito no meu país zona leste!

Fomos no domingo por volta das 13h e estava cheio já, esperamos uns 20 minutos uma mesa. Portanto, acho válido chegar mais cedo, ainda mais se for uma mesa com bastante gente.

Acredite se quiser, mas estava calorzinho no final de semana passado, por isso pedimos um vinho branco ainda na mesa de espera. A carta de vinhos é boa, os preços são a partir de 80 reais a garrafa e tem boas opções. Nossa escolha foi o Alamos Chardonnay que custa 110 reais, achamos o preço justo.

Para a entrada eu pedi uma empanada de queijo com cebola, a massa é uma delícia e custa cerca de 9 reais. A segunda entrada não agradou nosso paladar porque, na verdade, foi uma escolha equivocada. Era um ceviche de salmão, com leite de coco e manga. O salmão era uma delícia, eu prefiro o ceviche tradicional, mas se você gosta pode pedir.

O prato principal foi um problema para decidir. Há diversas opções de carne e olhando os pratos nas outras mesas pareciam deliciosos, mas optamos pelo polvo com aioli, que serve bem duas pessoas. Os acompanhamentos, inclusive das carnes, são pedidos a parte. Escolhemos batatas rústicas para acompanhar.

E gente, sem brincadeira, foi o polvo mais macio e gostoso que comi NA MINHA VIDA TODINHA! Sério, ele desmanchava na boca, maravilhoso! As batatas estavam uma delícia também.

Mais uma foto desse prato pra vocês morrerem comigo hahahahaha custa 89 serve duas pessoas e a batata foi entre 15 e 20 reais, não lembro.

Eu ia fazer uma ressalva falando que o atendimento foi bom, porém eles ficaram nos pressionando para escolher os pratos rapidamente, mas quando saímos de lá entendemos o motivo, tinha muita, muita gente na fila de espera. É daqueles restaurantes que dá vontade de ir ficando, pedindo um drink, uma entradinha, aproveitando o dia. Vida longa ao URU!

Dois livros ótimos!

“Um dia frio, um bom lugar pra ler um livro…” vamos começar clichê porque SP está gélida no momento.

O primeiro livro é A Paciente Silenciosa ele conta a história da pintora de sucesso, Alicia Berenson que matou seu marido com cinco tiros. E nunca mais disse uma palavra. O psicoterapeuta forense Theo Faber está convencido de que é capaz de tratar Alicia, depois de tantos outros falharem.

Quando vi a sinopse logo quis esse livro, tem tudo que eu amo, investigação, mistério, reviravoltas. A narração do livro é dividida entre o protagonista, Theo, e as memórias de Alicia Berenson, registradas em seu diário e o dia-dia dos dois no hospital psiquiátrico.

A escrita do Alex Michaelides é muito boa, e consegue passar todas as emoções da história. O desvendar do mistério é realmente é muito bem executado neste livro. Eu realmente fiquei envolvida no mistério e queria de verdade o motivo que levou Alicia Berenson a matar o marido.

Em cada página eu ficava mais grudada no livro e interessada no enredo, descobri o desfecho um pouco antes do final, que é surpreendente e inteligente. Um ótimo livro!

Eu sempre indico livros pra todo mundo, mas é raro alguém me dar alguma indicação de leitura. Vi um amigo meu postando o trailer do O Pintassilgo e falando que era um dos melhores livros que tinha lido nos últimos tempos. Logo eu corri para procurar. E não me arrependi.

O livro foi lançado em 2014, ganhador do prêmio Pulitzer de literatura e já já tem um filme baseado na história estreando no cinema mais próximo de você.

O Pintassilgo é um livro enorme. Com quase 800 páginas e isso nunca foi um problema pra mim, pelo contrário. Mas é um livro denso, daqueles que a gente mergulha de corpo e alma. No Pintassilgo não só conhecemos Theo Decker, nós vivemos a vida dele.

O livro narra a história de Theodore Decker que aos 13 anos perdeu sua mãe em um atentado terrorista enquanto visitavam o Metropolitan Museum de Nova Iorque. Theo sai do museu carregando a pintura que dá nome ao livro, Pintassilgo, de Carel Fabritius.

A cena adolescente acordando em meio a escombros, o seu atordoamento, o medo é brilhantemente descrita. Foi o momento que tive certeza que estava lendo um livro fantástico!

A explosão, a culpa indevida pela morte da mãe e a obsessão pelo quadro marcam toda a trajetória do protagonista. Theo não tem uma vida fácil, depois da morte da mãe, passa um tempo vivendo com a família rica de um amigo e depois, com o reaparecimento de seu pai, se muda para Las Vegas.

Os anos em Vegas são passados com álcool, drogas e pequenos crimes sempre acompanhado de seu amigo Boris . O mergulho dele nas drogas e como ele passa os dias consumido pelo medo e pelo trauma e como ele se torna apenas um espectador da própria vida é triste, bem triste.

Theo volta a Nova York ainda adolescente e segue a vida como fazia em Las Vegas. Morando com o Hobie, um antiquário que conhece logo depois de sobreviver a explosão, Theo se interessa e aprendero oficio de restaurar móveis. A vida se estabiliza um pouco e nosso narrador nos mostra que continua o mesmo, incapaz de viver sem o auxilio de drogas e álcool e cometendo crimes, nem tão pequenos assim. É nesse momento que a livro ganha momentos (até surreais) de ação, é também quando o Pintassilgo e o seu roubo voltam a ser tema central da narrativa.

Se eu já tinha achado que o roubo do quadro beirava ao inacreditável, o que acontece com Theo quando reencontra Boris até o final do livro é surreal, mas juro que isso não prejudica de forma alguma a leitura, pelo contrario. Nesse momento já estava tão envolvida com Theo e sua vida meio desgraçada e deprimida que eu queria um final apenas, “foram felizes para sempre hahahaha”

O final do livro, sem spoiler, é uma analise sobre o que representa a arte e como ela afeta cada um de um forma diferente. Esse desfecho foge do tom do livro, mas eu achei um ótimo final.

Li a ultima página fui procurar uma imagem da pintura, assim como Theo fiquei admirando o pequeno pássaro em seus mínimos detalhes, deu vontade de ir ao Mauritshuis na Holanda só para vê-la de perto.

Pela ZL – Osteria Del Rosso

Feriadão chegando e quem vai ficar pela cidade tem uma nova e boa opção de osteria italiana na ZL.

Localizada em uma esquina da movimentada da Itapura, a Osteria Del Rosso chama atenção com a sua fachada bonita. Por dentro a decoração segue a mesma linha industrial, intimista, escurinha em um espaço não muito grande. A cozinha fica aberta e isso é bem legal.

O atendimento foi ótimo do começo ao fim. Pra começar a noite pedimos uma Burrata, apesar de não ser grande, é deliciosa e vem super bem apresentada, acompanhada de tomates confit e azeite. Esse pão, é massa de pizza e é umas das coisas mais deliciosas que provei nos últimos temos. Vale a pena pedir!

Os pratos principais foram, um Mare e Monti pro Léo e uma Pizza Diavola pra mim.

Eu não lembro se já tinha provado antes um prato que juntasse terra e mar. No primeiro momento pode parecer estranho juntar filé mignon com camarão, mas esse prato é maravilhoso! O camarão era de chorar de tão bom, sério!

Eu pedi a pizza Diavola porque eu simplesmente fiquei apaixonada por esse sabor na Itália (pareço rica, mas sou da ZL, viu?). O forno da Osteria é napolitano com temperaturas superiores a 450°! E gente, a massa é igualzinha a da terra da pizza, IDÊNTICA. O sabor era bom. Mas se fosse comparar, falta molho. Eu amo molho de tomate e os italianos também, aqui no Brasil é sempre uma menisquência desse ingrediente em qualquer lugar, uma pena.

Na Osteria o apimentado vem do jalapeño, lá o molho já vem com a pimenta e com a linguiça. Se é uma pizza ruim? Pelo contrário, é muito boa. Mas falar que é a legítima pizza napolitana é um pouco de exagero. Vou deixar uma foto pra ilustrar o que eu estou falando.

Vale lembrar que a carta de vinhos é bem boa e há garrafas com preços justos.

Voltaria na Osteria, mais pelos pratos do que pela pizza.

Diavola Italiana

Eu usei – Booster Beyoung

Eu tardo, mas não falho com este blog!

Se você segue alguma blogueira ou já foi alvo de um post patrocinado do Facebook já deve ser visto a Beyoung. Eu ganhei o meu de uma tia muito amada que sabe que eu amo testar coisas ❤ mas dei uma pesquisada e no Reclame Aqui tem diversos relatos de pessoas que não receberam o produto. Então fique de olho!

Booster Anti-Aging é um produto que tem a textura de sérum e promete ser tratamento anti-idade a longo prazo, com efeito cumulativo. Ele pode ser usado todos os dias, duas vezes ao dia (pela manhã e à noite) e sempre com a pele 100% limpa e seca. Além de ser um tratamento, ele também age como um primer para a maquiagem.

O que ele promete:

  • EFEITO LIFTING promove um sutil efeito tensor que traz uma aparência de pele mais jovem.
  • UNIFORMIZA A PELE Logo após a aplicação, suaviza o inchaço abaixo dos olhos, diminui olheiras, e ainda melhora a textura da pele;
  • AUMENTA A DURAÇÃO DA MAQUIAGEM nivela a textura da pele. Minimiza os poros e reduz as imperfeições, o que faz com que a maquiagem possa durar por até 14h.
  • CONTROLE DE  OLEOSIDADE mantém a pele com aspecto matte, sem ressecá-la. Deixa o rosto com aparência aveludada e confortável o dia todo.

Sobre as minhas impressões

Começando pela embalagem, achei bem rica. Simples e bonita.

O produto rende bem, coloco duas gotas na testa, duas próximas aos olhos e mais duas para o resto do rosto. A textura é densa mas espalha super fácil. O cheiro é estranho, não sei explicar, mas é totalmente químico. Demora uns 2 minutos para secar. Após a aplicação eu sinto um efeito repuxando, sabe? Que é o tal do efeito tensor que a marca fala que traz o resultado imediato de uma aparência mais jovem. Isso eu não sinto – então reprovado no primeiro ponto!

Sobre uniformizar a pele e reduzir o inchaço dos olhos e SUPER APROVO. Como eu não tenho vergonha na minha cara e por isso nunca vou ser uma blogueira famosa rs tirei essas fotos com uns 3 minutos de diferença entre elas, sem nada da pele e achei que a área dos olhos deu muita diferença.

Sobre aumentar a duração da maquiagem também acho um resultado notável. Agora sobre controlar a oleosidade e hidratar eu não vi nenhuma diferença.

Se eu vejo motivo para esse marketing todo? Não. Apesar de gostar do produto, eu acho que ele deveria ser vendido com um primer, se ele fosse enquadrado nessa categoria poderia te falar com total certeza que ele é um dos melhores que usei. Mas falar que ele um super Booster Anti-Aging com efeito lifting imediato e se vender por isso eu acho exagerado. Mas ainda sim o produto tem mais prós do que contras, por isso acho que eu compraria ele.

É só investir em um marketing real (os antes e depois do site são péssimos!) ter consciência que ainda não existe um elixir milagroso e sim um ótimo primer!

Para o final de semana – Basilicata

Eu não gosto de frio, mas confesso que há suas vantagens, descobrir um restaurante gostoso com aquela comida que aquece o corpo e a alma é uma delas!

O Bixiga é uma região bem tradicional aqui de SP. Conhecido pelas inúmeras cantinas italianas e a famosa festa da Achiropita, o Basilicata fica bem do ladinho da conhecida igreja.

Sua fama tem mais de 100 anos, uma das padarias mais tradicionais e antigas padarias da cidade. Assim que entramos eu já amei. Há pães, patês, massas, frios, vinhos, dá vontade de já ficar por ali mesmo. O restaurante fica no andar de cima.

O ambiente foge do esterótipo “restaurante da mama no Bixiga”. Ele é muito bem decorado, aconchegante e bonito! Aliás dá para pegar várias ideias de decoração também rs

O atendimento foi extremamente simpático e eficiente do começo ao fim. Começamos pedindo a carta de vinhos, porque, né? Pasta + Vino = Saudade de Itália.

As garrafas tem preços e opções variadas, vários na casa dos 110 reais, o que eu considero bom para um restaurante.

Escolhemos um vinho italiano e de entrada uns petiscos fritos chamado Paline Variati que custa 29 reais e vem com três molhos que acompanham os bolinhos de porchetta com batata, polpetta empanada e a mussarela empanada. Muito saborosos, quentinhos e bem feitos, amamos!

Os pratos principais, ficam na casa de 50 reais, minha escolha foi um Spaghetti Caccio Pepe que é uma mistura maravilhosa de pecorino com pimenta do reino e estava ótimo!

E o meu marido pediu cabrito com batata confitada e cebola assada. A carne, além de saborosa, estava DESMANCHANDO e os acompanhamentos deliciosos.

Sabe aquele lugar que dá vontade de passar o dia? De pedir mais um vinho, de ir ficando? Esse é o Basilicata.

Um filme, um livro e uma série

e todos maravilhosos!

Semana passada fui ao cinema, tipo decidi em 5 minutos, olhei a programação no Espaço Itaú (porque quando você é adulta e não é estudante é necessário usar os benefícios do seu banco para não pagar uma fortuna do ingresso do cinema!) vi um filme com o nome ruim, mas escolhi por ser argentino e eu sou fã do cinema dos hermanos (da comida, dos vinhos, dos helados também <3). Eu não li exatamente nada da sinopse e acabou sendo dos melhores filmes que já vi!

A Grande Dama do Cinema conta a história um improvável grupo formado por uma antiga estrela do cinema mundial, um (quase) ator e (quase pintor) sem grande sucesso e marido da personagem anterior. Um roteirista frustrado e um diretor peculiar que fazem de tudo para preservar o universo lúdico e surreal que criaram dentro de uma clássica e decadente mansão. Até que dois jovens chegam ao local e ameaçam botar tudo a perder.

O filme é um humor dramático e acho que eu nunca ri tanto. São sátiras super inteligentes, situações surreais. Os 4 atores principais são incríveis. Eu sai da sala do cinema chorando de rir, literalmente. Eu sai tão leve, tão feliz e gostaria de ver ele novamente o mais rápido possível. Espero que vocês assistam e também saiam com dor no abdômen de tanto rir também!

Mate o Próximo do Frederico Axat é um livro que eu terminei e pensei PORRA QUE LIVRO BOM! É um dos melhores suspenses que já li!!!

A sinopse é a seguinte:

Ted McKay tem tudo: uma mulher linda, duas filhas, um alto salário. Após ser diagnosticado com um tumor cerebral, ele toma a drástica decisão de tirar a própria vida. Quando está prestes a apertar o gatilho, Ted é interrompido pelo toque insistente da campainha. E, ao olhar para sua mesa no escritório, encontra o seguinte bilhete: “Abra a porta. É sua última saída”.

Intrigado, Ted deixa a arma de lado e abre a porta. E então mergulha em um pesadelo arrepiante, que vai fazê-lo duvidar da própria sanidade. À sua frente está um desconhecido chamado Justin Lynch, que não apenas sabe o que Ted estava prestes a cometer como lhe faz uma proposta difícil de recusar, um plano para evitar que sua família sofra as consequências devastadoras de um suicídio.

Ted aceita a proposta do estranho homem, sem imaginar que o bilhete em seu escritório e a oferta de Lynch são apenas o começo de um jogo macabro de manipulações. Alguém plantou um caminho de migalhas, que Ted vai recolher. Alguém que o conhece melhor que ninguém, que o fará duvidar de suas próprias motivações e também das pessoas que o cercam.

Eu tinha esse livro há tempos no Kindle, mas o título, a capa, o autor desconhecido me davam uma certa preguiça. Um dia estava no Skoob, uma rede social de resenhas literárias, e vi que a nota do Mate o Próximo era alta e as críticas muito boas. Por que não dar uma chance?

Eu imagino eu autor escrevendo cada parte do livro e rindo da nossa cara. Porque NADA é o que parece ser da primeira até a última página. A mente humana é uma caixa de surpresas e é isso que move as inúmeras reviravoltas desse suspense psicológico. Eu queria dar esse livro para todo mundo para ter a certeza que vocês vão ler! Sério, é muito, muito, muito bom, leiam, por favor!!!

Uma coisa em comum dessas três indicações é o título ruim, Disque Amiga para Matar é o próprio exemplo de tradução de títulos merda. A série é uma produção da Netflix e conta a história de uma grande amizade que surge entre Judy (Linda Cardellini) e Jen (Christina Applegate), que ficou viúva depois o atropelamento do marido, os culpados pelo acidente fugiram e ele acabou morrendo.

Os episódios são curtinhos, menos de meia hora. As personagens são maravilhosas, empoderadas e divertidas! Assim que termina o primeiro episódio você já fica ABISMADO. No decorrer da história elas descobrem muito mais do que pensavam saber sobre as suas vidas. Eu fiquei apaixonada pelas duas, queria ser amiga da Judy e da Jen e beber vinho com elas!

Vale muito a pena, dá para assistir uns três episódios sem nem perceber!

Accademia Del Buon Gusto – A melhor experiência na Toscana

Eu tô devendo um milhão de posts sobre a Itália, mas não consegui organizar as fotos câmera/gopro/celular. Aí fico com preguiça de escrever sem ter as fotos certinhas.

Mas ontem vimos um episódio da sexta temporada Chef’s Table do Dario Cecchini, um simpático açougueiro da Toscana. O restaurante dele fica em Panzano in Chianti, nós estávamos hospedados em Grave in Chianti que fica bem pertinho, olhando as imagens morremos de saudade de um dia frio e chuvoso que pegamos o carro para passear sem rumo por Panzano. E foi um dos melhores dias da minha vida ❤

Primeiro fomos em uma vinícola, a Panzarello. Que parecia estar fechada, paramos o carro, ficamos olhando e apesar de estar vazia fomos recebidos com muita simpatia. Fizemos uma degustação de vinhos e azeite e trouxemos uma garrafa. Já estávamos felizes, mas ainda havia tempo até o almoço. Dei uma olhada no Tripadvisor, salvador da pátria em viagens! E vi que a experiência em primeiro lugar era a Accademia del Buon Gusto.

Sem entender muito bem o que era lá fomos nós! Chegando em uma rua linda estreita e íngreme, fica a simpática e pequena entrada da Accademia del Buon Gusto. Novamente, apesar de ser uma segunda-feira chuvosa e estar vazio, fomos atendidos com a maior simpatia do mundo pelo Stefano, dono do lugar e a maior figura da Itália toda.

O lugar é pequeno e literalmente abarrotado de garrafas de vinhos, logo no início ele nos falou que tinha que ir para Florença em uma hora e meia, aproximadamente, mas mesmo assim faria com a gente a degustação de cerca das 25 rótulos de vinho, todos produzidos em Chianti, além de azeite e chocolates.

Com seu todo seu aparato, seu peculiar chapéu e avental personalizado, cada vez que as taças tilintavam Stefano nos dizia: Wine O’ Clock! Com seu seu ritual cômico e super informativo, ele servia um vinho para o meu marido e outro para mim e nos explicava qual provar primeiro, os aromas, a história da vinícola, sempre acompanhado com crônica das gravuras de um amigo que ele também vende por lá. E assim fomos provando e nos apaixonando por uma infinidade de vinhos. Começamos com os brancos e fomos para os tintos, azeites (os melhores que já provei, porém INFELIZMENTE esquecemos de comprar!), grapa e finalizando com um creme de avelã trufado que era uma coisa maravilhosa!

Mesmo com horário apertado ele não nos apressou em nenhum momento, pelo contrário. Quando falamos que queríamos comprar os vinhos, ele falou que isso era o menos importante, que apenas gostaríamos que a gente tivesse gostado da experiência e que voltássemos um dia.

Mas como sair sem levar vinhos de um lugar tão especial? Compramos três garrafas, um branco, diferente de tudo que já provamos. Um tinto que ele que ele tinha só três exemplares e ele ainda deixou a gente escolher o número de série. E o mais especial, o vinho do próprio Stefano, que além do blend de uvas, também produziu o rótulo e não pelo valor, e sim, pela lembrança, pela experiência e pela história se tornou a garrafa mais valiosa que trouxemos da nossa viagem! Vale lembrar que a degustação não é paga, mas é de bom grado comprar pelo menos um vinho!

Se você for para essa região da Itália faça o favor de visitar o Stefano e voltar cheio de vinhos e histórias pra contar ❤

Livros aleatórios

Depois da biografia da Michelle Obama achei que ia passar por uma grande ressaca literária, mas ainda bem não, porém li uns livros totalmente aleatórios, teve romance e suspense.

O primeiro foi escolhido porque eu queria um livro que me fizesse chorar. Sabe aqueles romances trágicos, era isso que eu queria. Por isso li O Amor Maior do Mundo que conta a história de Ella Beene encontrou a felicidade há três anos, quando parou ao acaso na pequena Elbow e conheceu Joe, que cuidava sozinho dos filhos. Logo os dois estavam casados e a vida parecia perfeita. Até que um dia Joe desobedeceu à sua própria regra – “jamais dar as costas para o mar” – e morreu afogado enquanto tirava fotos nas rochas.


Ella sempre acreditou que Paige, a ex-mulher de Joe, simplesmente abandonara o marido e os filhos. Mas, para sua surpresa, Paige aparece no funeral querendo as crianças de volta. É quando Ella percebe que Joe não lhe contou tudo sobre seu primeiro casamento.


Trilhando caminhos diferentes, as duas mulheres se encontram na mesma encruzilhada, disputando a guarda das crianças que amam e buscando respostas para seus conflitos emocionais.


Apesar do O Maior Amor do Mundo ser mergulho no complexo universo da maternidade com todas suas dores e delícias. Sofri pela Ella, sofri pela Paige. Apesar do sofrimento, não chorei e não é um livro espetacular, mas vale pra passar o tempo.

Eu já li outro livro da Sophie Hannah, fiz a resenha aqui e falei que o final é surreal. No livro Um Certa Crueldade o final não é absurdo, mas é tão sem graça para um história tão boa.


Cinco palavras-chave percorrem o livro ligando as diversas camadas e tramas paralelas da história. Tão importante quanto solucioná-lo é investigar as características psicológicas e emocionais de seus personagens. No caso de Uma Certa Crueldade, a premissa é levada, de fato, para o divã. É no consultório de uma hipnoterapeuta que as histórias de Amber Hewerdine e da policial Charlie se cruzam.

A primeira perdeu sua melhor amiga num incêndio e, desde então, sofre de insônia e ansiedade; já Charlie deseja parar de fumar. Num esbarrão na sala de espera, Amber lê, por acaso, no caderno da investigadora: “Gentil, Cruel, Meio que Cruel”. Pouco depois, sob hipnose, se ouve repetindo essas mesmas palavras aparentemente sem sentido, mas cruciais para a polícia na investigação de dois incêndios criminosos.

Eu amei esse livro, sabe aquele enredo que te faz desconfiar de todo mundo, depois te dá certeza de uma coisa que não é? Então, esse livro tinha um potencial IMENSO, mas os motivos para os acontecimentos são tão frívolos que deu até um desânimo. Se você quiser um livro que seja 90% ótimo recomendo hahahahhahaah