Bares · Buenos Aires · Viagem

Buenos Aires – Um dos lugares mais bonitos para um bom drink

Eu sei que esse blog anda em um ritmo quase parando, mas pretendo mudar esse cenário nas próximas semanas, começando por um post de uma cidade que eu amo ❤

Hoje, Buenos Aires está longe de ser aquela cidade que os brasileiros iam com pouco dinheiro e compravam horrores, nossa moeda desvalorizou, a economia piorou e  atualmente os valores da capital portenha são equivalentes aos de São Paulo. Você já foi no terraço Itália só para tomar um drink? Eu não! hahaha e acho que o OAK Bar equivale a isso para os argentinos, um lugar caro e bonito.

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Eu vi um post em algum lugar e quis conhecer, o Oak fica no hotel Palacio Duhau (Av. Alvear 1661), o acordo com o meu marido foi o seguinte, só um drink e a gente fica lá o máximo que pudermos hahahah

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Quando chegamos ficamos bem travados, mas é só avisar que vai no bar que eles te explicam. Você passa por um corredor que é uma galeria de cair o queixo de tão linda. O bar é aconchegante, chiquéééérrimo! Eu pedi um cosmopolitan e meu marido um whisky, como de praxe em Buenos vem um amendoins para acompanhar. Ficamos na área interna por motivos de frio, mas o jardim é uma coisa de tão lindo!

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Depois dos drinks, ficamos passeando por lá e tirando algumas fotos, como fomos na segunda-feira estava vem vazio, por isso fomos educadamente expulsos quando deus umas 23 horas. É caro? é caro, a carta de vinhos e drinks é boa e dizem que é cozinha é ótima. Vale a pena? Vale! Se eu fosse turista em SP com certeza o Terraço Itália estaria no meu roteiro.

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Casamento · Ilhabela · Restaurantes · Viagem · Vinhos

O melhor restaurante de Ilhabela – Viana

O AMO fazer listas de o melhor disso, o melhor daquilo, principalmente se envolver comidas hahahaha

Fiz um guia sobre Ilhabela e prometi que faria um post especial para o melhor restaurante da Ilha.

Já disse algumas vezes nesse blog que casei em Ilhabela, né? Mas nunca falei do lugar especificamente, então vamos lá. Ilhabela tem muitas muitas praias lindas e tem uma especialmente charmosa e bem pequena chamada Viana, o restaurante que leva o mesmo nome da praia fica lá.

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Essa foto tá tão bonita, mas é minha mesmo 🙂

Há um deck na areia e do outro lado da rua também fica o restaurante, que dá para jantar e tudo mais já que o da praia fecha cedo, mesmo em alta temporada. E qualquer pessoa que mora ou frequenta a Ilha que você comentar do Viana, o primeiro comentário será: “Nossa a comida de lá é maravilhosa” e é mesmo!

O Viana foi aberto há 50 anos e está na mesma família há 3 gerações. Cheguei até ele procurando lugares possíveis para fazer o casamento, não é uma prática comum do restaurante, mas ele abre raras exceções. Chegando lá pedimos a famosa Casquinha de Camarão, eu ainda estava na fase “será que eu realmente gosto de camarão?” e na primeira garfada eu tive certeza! Esqueça tudo que você já comeu de casquinhas na praia, a do Viana é imensuravelmente melhor!

O cardápio do nosso casamento foi uma coisa maravilhosa, todo mundo se esbaldou e até hoje é referência de comida boa em casamentos. No dia foi servido um risoto de polvo que é a comida favorita da vida do meu marido e o bobó de camarão ganhou meu coração! Quando estamos na Ilha é parada obrigatória. Vale saber que eles usam alimentos de pescadores locais, é tudo bem fresquinho. O atendimento é um ponto a mais, sempre atencioso e rápido.

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Sobre as bebidas há uma boa carta de vinhos, principalmente brancos e rosés, a cerveja é SEMPRE gelada e a caipirinha uma delícia! Não espere um valor baixo, é tudo de qualidade e o valor da conta acompanha tudo isso e vale muito a pena ❤

Bares · Ilhabela · Restaurantes · SP · Viagem

Guia de praias – Ilhabela

O verão chegou e se você já planejou as férias de final de ano e por um acaso o destino é Ilhabela eu vou te ajudar! Mas você precisa saber que eu sou MUITO, MUITO SUSPEITA para falar de lá, sem dúvida é o meu lugar preferido no mundo e toda vez que vamos para lá fico ainda mais apaixonada.

Como chegar

O caminho mais rápido para quem vem de São Paulo é pela Rodovia Ayrton Senna / Carvalho Pinto em direção a São José dos Campos. De lá, é preciso pegar a Rodovia Tamoios, que é ótima, porém cheia de pedágios e radares. A Serra é tranquila, porém longa quando acaba vem a parte que eu acho mais cansativa, passar por Caraguatatuba, um caminho lento e não é bonito, não dá aquela sensação de estou chegando na praia, mas na primeira curva de São Sebastião, ahhhh que lindeza! E aí é só chegar até a balsa. O caminho todo é bem sinalizado, mas dependendo da época do ano as entradas da balsa mudam, então fiquem de olho.

Balsa

Sobre a balsa uma coisa é quase fato, tem fila e ela demora horrores, mas se você não quer esperar, tem a opção de agendar o horário por R$ 95,30 (de sábados, domingos e feriados) ou paga R$ 27,70 e espera a sua vez, eu não ligo geralmente é a hora de descanso e eu já fico bem feliz de estar ali. Mas vão com paciência, é o último obstáculo para chegar hahahaha

Onde ficar?

Eu não vou dar dicas de hotel porque realmente não conheço, tenho um tio que mora lá então geralmente ficamos com ele. Já alugamos uma casa pelo Alugue Temporada que funciona bem e foi uma boa experiência. Também sempre recomendo o Airbnb e o Booking.

Mas antes de escolher a acomodação, o que você espera da sua viagem? É isso que ajuda a escolher a melhor localização de acordo com a sua necessidade. Isso vale para todos os lugares e eu vou ajudar você se localizar na Ilha.

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Sul

Olhando o mapa, o lado Sul da Ilha é da balsa para baixo, acho engraçado que apesar de ficar na parte inferior do mapa, o caminho é um subida hahaha mas devaneios à parte, o que você precisa saber deste lado da Ilha:

  • Ele é o lado mais rústico da ilha, as praias não tem tanta estrutura como quiosques e estacionamentos;
  • As praias, na minha opinião, são as mais bonitas;
  • Não tem muito o que fazer a noite.
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Ilha das Cabras

Praias do Sul

A praia mais badalada de Ilhabela fica deste lado a Praia do Curral, ela não é minha preferida por motivos de: difícil e caro para parar, quiosques ainda mais caros que o resto da ilha (e vale lembrar que lá tudo já é mais caro que o normal) e nem acho a praia em si a mais bonita, obviamente que é linda, mas temos lugares mais bonitos e mais tranquilos por lá.

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Praia Grande

Sou APAIXONADA pela praia do Julião, tem um caminho asfaltado, porém no meio do mato pra chegar que é lindo. A praia é pequena, mas cheia de árvores, uma delícia. Não tem quiosque, mas na alta temporada tem uma barracas que vendem bebidas e lanches. Também gosto da Praia Grande, que tem mais estrutura que a do Julião e é tão bonita quanto, mas fica lotaaaaada na alta temporada, uma dica é: chegue cedo para pegar mesa no Quiosque do Barba, que é o melhor de lá, tudo é gostoso, mas gente, gente, peçam a batida de coco, é realmente dos deuses! Ouu chegue cedo para ficar na outra ponta da praia embaixo das sombras das árvores, é gostoso e tranquilo.

Portinho é linda, mas nunca ficamos lá porque se você não tiver hospedado próximo é uma missão quase impossível parar lá, é uma praia minúscula hahaha fomos andando uma vez, ficamos no pier e é lindo, mesmo! Feiticeira fomos andando também e quase morremos hahaha é bem longe da rua principal é bonita e aqui vai um fato, praticamente todas as praias da Ilha são de tombo, mas lá é ainda mais e foi assim que e tomei um dos maiores caldos da vida, então tenho um pouco de birra de lá hahahaha.

Veloso não sei se indico, fomos duas vezes, uma foi tudo lindo maravilhoso, calmo e limpo e na segunda foi o oposto, estavam fazendo uma obra em um condomínio do lado da praia então estava tudo meio sujo e abandonado, foi triste. Não tem estrutura, levem guarda-sol e caixa térmica.

Ilha das Cabras motivo de grande trânsito do lado sul, todo mundo diminui a velocidade para olhar a praia e tentar achar uma vaga, é bem lindo mesmo, mas a a areia é formada por pedrinhas, tem gente que não gosta (tipo eu)

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Veloso

Norte

  • Opções noturnas;
  • Maior variedade de praias;
  • Toda estrutura da Ilha fica lá, maiores mercados, postos de gasolina, restaurantes.
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Perequê

Praias do Norte

A primeira praia depois da balsa é o Perequê que não é NOSSA que praia linda, mas se você está com crianças eu acho é um ótima opção porque ela é bem estruturada, tem mercado, farmácias e restaurantes próximos, indico o Pimenta de Cheiro, é bom e com um preço justo. E olha, eu sinto falta da ilha o ano inteiro, mas tenho saudade das comidas de lá também hahahaha no número 809 da avenida da praia, tem o Ardenthia Shopping e lá tem o Emirados que é o melhor árabe do mundo, as esfihas e os kibes de lá são maravilhosos o preço é justo. Vai ter fila? VAI! mas espere sorrindo porque vale a pena!

Itaguassu ou Itaguaçu (achei com as duas grafias) fomos uma vez e estava imprópria para banho, mas as outras vezes não, tem um quiosque bom a praia em si é bem tranquila e geralmente tá vazia, tem uma Pizzaria no Ilha Deck Hotel que é bem gostosa, mas o preço é salgado.

Depois dessa praia tem algumas que nunca paramos por ser difícil ou por não ter nada, como Itaquanduba, Santa Tereza, Barreiros, nessa última até paramos uma vez que tinha uma sombrinha de um árvore vazia, paramos bem felizes estendemos a canga e vieram avisar que tinha um enxame de abelhas pretas na árvore e em seguida uma enroscou no meu cabelo, saímos correndo de lá hahahaha

Agora vem a minha queridinha que é a praia que casei, é a praia mais charmosa da ilha, com o melhor restaurante que coincidentemente é aquele que casamos hahahaha Viana, vou fazer um post especial do restaurante porque ele merece, mas já adianto que são os melhores frutos do mar que você vai encontrar! A praia é bem pequena e linda!

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Viana

Uma praia que gosto bastante do norte é a do Sino ela é bem grande comparada com as outras da ilha, não é de tombo, o mar é uma delícia. Fique atento, lá tem quiosques, mas a maioria não aceita isopores ou caixas térmicas, ou coloca um valor mínimo de consumação, isso é saco! Mas fora isso, ache uma pedra e vá descobrir o motivo do nome da praia.

Depois do Sino conhecemos a Pacuíba que é um pouco depois que acaba o asfalto, mas é tranquilo de chegar de carro, tem um trilha um pouco roots pra chegar na praia, mas ela é bem gostosa, diferente das outras praias tem ondas. O Jabaquara também dá pra ir de carro, é um pouco mais difícil de chegar e sair, mas é bem bonita.

Vila

É o centro da Ilha, lá tem lojinha para lembranças, barzinhos e restaurantes. Pra quem quiser comer bem e gastar pouco, tem o Cheiro Verde, que é bem simples e serve PFs dos bons!

Castelhanos 

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Essa foto não é uma miragem, Castelhanos é lindo de morrer, lá em 2015 fizemos essa trilha com o nosso carro mesmo, que na época era um Fox 1.0, hoje só veículos 4×4 são permitidos, eu entendo porque a volta foi bem complicada mesmo. Mas se compensa? Ahhh se compensa, lá é um paraíso! São 22km para chegar, tem lugar para parar o carro, tem uns 3 restaurantes que só aceitam dinheiro e tem uma coisa maravilhosa chamada: Caipirinha de Folha de Tangerina, apenas provem ❤

Também tem um ilhota no mar que dá para chegar andando e quem quiser se aventurar mais um pouco, também tem a Cachoeira do Gato, não fomos, mas deve ser linda!

Cachoeiras

Conheço quatro: da Lage, Três Tombos, Trilha da Água Branca e Veloso só não recomendo a última, porque é BEM NO MEIO DO MATO e achei a trilha totalmente abandonada, sério não gostei nada.

A da Lage é o caminho para o Bonete é um caminho tranquilo, tem algumas subidas, mas nada demais, a cachoeira é uma delícia, tem até um tobogã. A do Três Tombos, são três, dá pra você parar de carro quase na porta ou encarar uma boa subida até lá. A última cachoeira é a mais bonita e ela tem uma ótima estrutura para quem não é adepto as trilhas. A Trilha da Água Branca fica na entrada do caminho para Castelhanos e como são diversas, você pode escolher até onde ir de acordo com a sua disposição, é bem bonito, mas não tive coragem de entrar porque tinha taaaaanto, mais tanto borrachudo que pulei essa.

Dicas:

  • REPELENTE SEMPRE, todas horas do seu dia, cada vez que você se molhar, principalmente em lugares como como cachoeiras, rios e mais vazios, como Castelhanos, Jabaquara, Pacuíba. Mas não se descuide nunca, até na fila do mercado você será atacado! Os borrachudos não poupam ninguém.
  • A balsa é mais barata de dias de semana. Idosos, deficientes e carros com crianças com até 2 anos tem embarque preferencial.
  • Não tenha medo ser farofeiro, lá é tudo mais caro, então dá pra passar no mercado, encher o isopor e ir para praia feliz, recolhendo seu lixo todos ficam ainda mais felizes!
  • Não precisa madrugar, ao contrário do litoral sul que às 6 já tem fila na padaria, na ilha tudo começa mais tarde, então só acorde cedo de você faz questão do melhor lugar na praia.
  • Outra coisa que lá é normal, que mesmo na alta temporada, o sol ainda presente os quiosques simplesmente fecham! Siiim, no máximo às 18h você será gentilmente expulso da sua mesinha, é triste porque o sol se põe no mar e isso nos dá mais tempo de sol, mas nem adianta reclamar, lá é assim.
Chile · Dicas · Restaurantes · Viagem

Guia Gastronômico do Chile

Antes de tudo vou falar que me decepcionei um pouco com a gastronomia chilena, talvez as altas expectativas não ajudaram. Outra coisa que você também precisa saber é: comer no Chile é caro! Sim, é comum pagar mais de 50 reais em cada prato e mesmo assim não sair 100% feliz.

Mas como a gente gosta de dicas, vou contar as minhas experiências.

Comidas Rápidas/Bares e Petiscos

El Rapido, Bandera 347, foi o primeiro contato a culinária chilena. Ele fica bem ao lado do Museu Precolombino e vende basicamente empanadas. Sabe aquelas empanadas argentinas? Então, nada a ver hahahahaha ela parece mais com o nosso pastel. O nome do restaurante não é por acaso, o atendimento realmente é ágil e eficiente. No sábado, a primeira vez que fomos, ainda tinha umas banquetas, mas nas outras duas vezes que estivemos lá durante a semana, nem isso. É pedir no balcão, pagar e tchau. Provamos diversos sabores e a minha preferida foi de Pino, que é como se fosse uma carne louca bem temperadinha uma delícia e essa vinagrete que aparece na foto é bem apimentada e eu amei! A empanada de camarão também é gostosa e a cerveja Cristal de lá é uma das melhores e mais geladas da cidade, vale a pedida. Dica: Os sucos de frutas vermelhas ou framboesas são bem famosos em Santiago e no El Rapido é uma delícia e super baratinho! Resumindo é um lugar que eu recomendo de olhos fechados, bom, barato e bem típico, é raro ver turistas por lá.

IMG-0706Radicales, Monjitas 578, ficava bem na esquina do nosso apartamento e olhando de fora você não entende muito bem do que se trata, é bar? loja? galeria? cinema? restaurante? Sim, um pouco de tudo isso com muita ironia, política e politicamente incorreto também hahaha. Recomendo lá por ser um lugar bem jovem e totalmente diferente do que estamos acostumados aqui no Brasil. Sempre tem promoções de drinks, cada dia um diferente, tem diversas opções de chopp e para comer tem opções de porções e hambúrgueres, dividimos um que era grande e bem gostoso. Sobre o chopp chileno? Nenhum é muito bom, melhor focar no pisco mesmo. O preço é ok e vale muito a visita!

Pizza Central, Monjitas 608, também ficava do lado de onde estávamos e pizza é sempre uma boa opção quando você já andou milhares de quilômetros e não quer sair pra jantar. É só passar no mercado, comprar um ótimo vinho que sairá por menos de 20 reais e pegar essa deliciosa pizza em seguida! O lugar é bem pequeno mas dá para pegar um pedaço, ou alguns pedaços e comer no balcão ou levar inteira pra casa. Vale dizer que é a maior pizza que vi na vida, a maior mesmo! Ela tem estilo americano e é muito boa, achei justo pagar cerca de 50 reais por uma pizza que durou o jantar e serviu de café da manhã. A de peperoni é muito boa e tem uns azeites aromatizados lá que são ótimos para incrementar a pizza.

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Patio Bellavista – Backstage Providencia, você acha que só junkie food vive o homem? Nada disso! Do bairro que estávamos, Centro/Lastarria é cerca de 10, 15 minutos de uma caminhada com uma paisagem bem bonita até o Patio Bellavista, que é como se fosse uma praça de alimentação ao céu aberto. Lá é bem gostoso, dá vontade de sentar em cada um dos restaurantes e aproveitar o raro sol da cidade. Foi exatamente por causa do sol que escolhemos o Backstage e também porque ele estava bem cheio e realmente não nos decepcionamos. Vale um adendo, um não sou fã de peixe, muito menos cru, mas esse ceviche era dos deuses, maravilhoso mesmo, então se quiser provar pelo menos um em Santiago, essa é a opção que eu tenho certeza que QUALQUER pessoa do mundo vai gostar. Pedimos mais um petisco e um vinho e o valor foi o esperado, caro mas não absurdo.

Restaurantes

BocanarizJosé Victorino Lastarria 276, se você já está pesquisando sobre a capital chilena, certamente esse restaurante já apareceu no seu radar. Amante de vinhos ou não, eu recomendo a visita, o cardápio não é muito extenso, mas a carta de vinhos é de chorar de tão linda. Nessa foto que parece que estou #chateada estava lendo as etiquetas das taças, lá há um esquema de degustação muito bom, são sempre três vinhos com características que se completam, por exemplo, eu escolhi algo como clássicos chilenos e meu marido escolheu um de novas uvas e nessas etiquetas vem o produtor, o ano e a uva, legal, né? Sobre as comidas, só petiscamos, na primeira vez pedimos essa tábua de queijos andinos deliciosa e da segunda vez empanadas, essas sim parecem com as argentinas e são igualmente boas. Dica: peça ao garçom para visitar a adega! É uma experiência maravilhosa ❤

Galindo, Dardignac 98, pertinho do Patio Bellavista, o Galindo é uma rara opção de comida farta, boa e barata da capital chilena. Ele é sempre cheio e tem motivos para isso! Sabe aquele ambiente familiar com comida caseira? Lá é assim, eu pedi um Lomo a Lo Pobre que é um prato bem típico de lá e comum na mesa dos brasileiros, carne batata frita e ovos, veio esse prato IMENSO e delicioso, gema molinha, carne boa, amei! Meu marido pediu um salmão com purê picante que era maravilhoso e obviamente que comeu metade do meu prato também. A carta de vinhos é simples, mas com preços justos.

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Sur Patagónico José Victorino Lastarria 96, meu restaurante preferido de Santiago, sério! Chegamos meio tarde, quase 22h e já estava bem vazio (aliás, quem está acostumado com SP, os restaurantes chilenos fecham mais cedo) de entrada pedimos o camarão a pil pil que chega fervendo no azeite com um toque apimentado que amei. E os pratos foram um frango com molho de espinafre e batatas variadas pra mim e garrón de cordeiro com purê de feijão pro Leo, a minha escolha foi de chorar de tão boa, sério! Tudo perfeito, bem temperado, o melhor prato que comi por lá. Também pedimos esse Syrah da foto que foi uma das melhores garrafas da viagem (eu acho né? consumimos nessa viagem em média duas garrafas por dia, então muita opção né? hahaha)

Vinícolas

Como eu disse aqui almoçamos em duas vinícolas, a Concha Y Toro e a Indómita, da primeira eu nem fotos tenho de tão desmaiada de fome que eu estava hahahaha, mas meu prato era bom, carne com batatas e um molho gostoso, o salmão do meu marido estava melhor ainda a dica lá é pedir os vinhos em taça das garrafas que você tem vontade de degustar, já que é um preço bom e ajuda a escolha na hora da compra. O restaurante é bem bonito e aconchegante e fecha com chave de ouro o passeio.

Na Indómita, meu deus do céu que lugar maravilhoso, você almoça olhando as parreiras, é lindo de doer! Meu prato, um risoto de quatro queijos maravilhoso na foto e sem gosto nenhum, sério que DECEPÇÃO! Amigos, se vocês se decepcionam com pessoas e ficam mal, isso acontece comigo quando espero muito de um prato, nossa eu queria chorar hahahaha Mas para compensar, o prato do meu marido estava divino, salmão (pra variar!) com batatas e pesto. Se eu recomendo você ir sim, muito! Vale pela vista, pelos vinhos e também porque não há nenhuma outra opção nas proximidades dessas duas vinícolas hahahah.

Vale saber: O melhor de todos esses restaurantes foram o atendimento, sério! Os chilenos são extremamente educados, atenciosos e simpáticos, por isso vale calcular pelo menos uns 10% do valor ou deixar alguma nota de gorjeta.

 

Chile · Passeio · Viagem

Cerro Santa Lucía

Eu falei no post sobre o Airbnb em Santiago que estávamos pertinho do Cerro Santa Lucía, né? (não é Lúcia, é Lucía) O problema de estar tão perto é que negligenciamos um pouco ele, eu explico.

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Primeiro, o que é um cerro? Mesmo lá nós olhávamos para aquela montanha no meio da cidade e não entendíamos muito bem a finalidade dela. Curiosamente ele é uma “sobra” de um vulcão de 15 milhões de anos (!). Situado bem na região central da cidade, o Cerro Santa Lucía é como se fosse um parque, com arquitetura bem diferenciada e apaixonante, os 70 metros de escadas e rampas e são recompensadas com uma visão panorâmica de 360 graus da capital do Chile.

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Mas o melhor é que não é apenas uma linda paisagem, o caminho até o mirante mais alto é composto por bosques, monumentos, mirantes e jardins. A capela, que infelizmente fica fechada, e as escadas são atrações à parte.

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Para visitar o parque de 65.300 m², é necessário apresentar um documento de identidade na entrada, por questão de segurança. Há dois caminhos principais para subir, um mais íngreme, outro mais suave. Ao longo da subida, você se encantará por cada pedacinho desse parque.

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Enfim, quem consegue chegar ao mirante tem uma visão privilegiada da cidade. Com sorte, a vista não será prejudicada pela poluição. Com um pouco mais de sorte, o cume das montanhas dos Andes vai estar coberto de gelo. Mas, em todo caso, o caminho até lá já vai ter valido a pena.

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No começo eu contei que negligenciamos um pouco o Cerro, né? Porque da primeira vez fomos para lá quase no horário que estava fechando, que no inverno é mais cedo, e nem levamos a câmera, só o celular (e eu odeio tirar fotos só com o celular) e fomos convidados a nos retirar cerca de meia hora depois (mal deu pra subir tudo), mas fomos no último dia para compensar essa ida corrida e quase desinteressada primeira vez.

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Buenos Aires · Restaurantes · Viagem

La Cabrera – Buenos Aires

Se eu rica milionária fosse, pegaria todo um dia um avião para almoçar em Buenos Aires. Sim, sim, sim! Eu sou apaixonada pela gastronomia de lá, um misto de carnes ótimas, batatas fritas, chimichurri, pãozinho e doce de leite, como não amar?

DSC01790Vou fazer esse post com os olhos fechados e dor no coração porque as lombrigas dançam forte por aqui. O La Cabrera é um restaurante super conhecido de Palermo (tem no RJ também!) que você escolhe as carnes e os acompanhamentos são servidos à vontade. Há dois restaurantes na rua que leva o nome do lugar nos números, 5099 e 5127. A decoração é bem linda e ele é aconchegantes, o atendimento é bom como todos os lugares que fomos lá.

DSC01791Andamos muito da Recoleta até lá e quando vimos estava fechado, eu quase desmaiei antes do garçom indicar o outro local hahahaha sério, pensa em uma fome!

DSC01798Esse foi o único restaurante argentino que pedimos dois pratos, como eu já disse antes, dá pra dividir uma carne e um acompanhamento tranquilamente por lá. Mas eu já disse que estávamos com fome? Então, foi um Ojo de Bife (sério, melhor corte de carne, pedi em todos os lugares) e um Milanesa, também típico da terra dos hermanos. Antes disso pedimos empanas fritas, mas podem passar, não são tão boas.

Foi o almoço que quase não coube na mesa e quase nem coube na barriga, mas fizemos um esforço. Exageros à parte, a comida é maravilhosa, nem tem necessidade dos milhares de acompanhamentos e peça sempre um bom vinho para acompanhar.

Essa orgia gastronômica não ficou nada barato, aliás é um restaurante bem carinho, mas vale a experiência. Se vou voltar? Por mim estaria lá amanhã…

Chile · Passeio · Viagem

Eu não recomendo você visitar Cajon del Maipo – Embalse El Yeso

Eu vou explicar meus pontos, principalmente os negativos porque os positivos vocês vão ver nas fotos.

O post mais visto do blog é esse aqui que conta uma experiência frustrada em uma ilha paradisíaca do Caribe, o passeio para Cajon del Maipo é completamente o oposto, neve frio, mas os perrengues podem estar em qualquer lugar, não é mesmo?

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A nossa viagem foi Agosto, inverno e alta temporada, perfeito para visitar um dos pontos turísticos mais bonitos do Chile. Comecei a pesquisa dos preços das agências de turismo (vocês já sabem que eu sou a favor de fazer as coisas 100% por conta própria, mas nesse caso não tinha jeito, tinha neve, estrada complicada e caminho longo e desconhecido) e SURPRESA a maioria das agências chilenas não faz esse passeio no inverno. Fiquei sem entender porque vi milhares de fotos por aí, todas com neve, todas no inverno e como essas pessoas chegaram lá?

Eu já tinha desistido do passeio, mas alguns amigos nossos tinha o contato de um guia que foi bem elogiado, simpático e querido (se quiserem o contato dele eu passo) aceitamos o valor, ele nos pegou no horário combinado no nosso apartamento e lá fomos nós. A viagem é longa, passa por lugares lindos, talvez um dos mais lindos que você verá na vida. Ao chegar lá, ainda bem cedo e relativamente vazio, nosso guia foi bem claro que ia  nos deixar  longe porque quanto mais perto chegasse com a van mais perigoso era pra gente e para as outras pessoas. Como assim?

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É necessário andar alguns quilômetros por um caminho estreito e sinuoso, que rodeia o Embalse e que está completamente coberto de neve, o que é maravilhoso para quem não conhece a neve ainda, mas o caminho em si, é bem perigoso para quem não tem experiência e nem o equipamento técnico adequado. Eu estava de botas de neve e escorreguei algumas vezes, mas comparando com a volta a ida foi uma paraíso.

Chegando lá é realmente uma paisagem de cair o queixo. O Embalse não é uma represa  natural, ele levou cerca de 10 anos para ser construído com a intenção de abastecer com água potável os habitantes da região metropolitana de Santiago. A água é super clara e mesmo com o dia bem nublado deu pra ver o quanto ela é bonita. Recomendo vocês andarem até o final do caminho, é a vista mais bonita de lá.

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Lembra que eu falei que chegamos cedo? Então, quando começamos ir embora o tempo começou a esquentar e começou chegar muita, muita gente. O caminho estava lotado de carros e pessoas, com o gelo derretendo. Ninguém parecia do perigo que era andar por caminhos estreitos e escorregadios.

Não sei se vocês conseguem entender a dimensão, porque eu não entendia, mas você anda à beira de um precipício, literalmente. Muitas pessoas caiam, escorregavam, eu pedi as contas de quantas vezes quase caí, e mais uma vez, estava de bota de neve, com meu marido e o guia me dando apoio. E pra piorar sabe os carros que tinham estacionados no caminho? Eles estavam saindo ou subindo e DERRAPANDO no meio de centenas de pessoas. Isso mesmo, muitas das vans de turismo nem com correntes nos pneus estavam. Pra piorar vimos diversas avalanches, nenhuma preocupante, mas vai que?

A volta demorou mais ou menos uma hora de puro escorregões e tensão. Se você tem crianças, mobilidade reduzida, apenas não vá. Sério, quanto vale se arriscar por uma foto bonita? E Olha, pode pesquisar na internet, dos relatos ruins o meu foi o mais tranquilo.

Tenho vontade de voltar no Embalse no verão, com o sol batendo na água e sem nenhum tipo de risco.