Bom dia, Verônica – Para Ler e Assistir

Se você mora na Terra, provavelmente ouviu falar do lançamento da Netflix Bom dia, Verônica.

Baseada (pouco, na minha opinião) no livro homônimo de Raphael Montes, já habitué deste blog, e Ilana Maravilhosa Casoy.

A história é encabeçada pela personagem título vivida pela atriz Tainá Müller, uma escrivã da Delegacia de Homicídios em São Paulo que acaba se envolvendo em duas grandes investigações sobre crimes em que as mulheres são as vítimas.

Sem dúvida nenhuma a série é uma das melhores produções nacionais da plataforma. O elenco Tainá Muller, Camila Morgado e Du Moscovis não decepciona. Aliás, a atuação da Camila Morgado é simplesmente perfeita!

A história prende do começo ao fim, vimos em 2 dias. Esperem cenas de embrulhar o estômago, revolta e mistério.

Mas, você também deve ler o livro…

Vou explicar!

Minha visão como telespectadora/leitora da obra foi totalmente diferente do meu marido, por exemplo.

Ele amou a série, ficou intrigado, achou a história perfeita, gostou do final. Eu, que corri pra ler o livro antes da série, fiquei um tanto quanto decepcionada.

A Verônica do livro é uma potência. Ela é sensual, sexual, decidida, firme. Não vi isso na personagem da Netflix, não pela Tainá, mas por todo contexto dela, isso achei bem triste.

E a trama sobre o cara que enganava mulheres na internet ficou um pouco jogada no meio da série. No livro, o desdobramento dessa história é surpreendente e bem inteligente. Talvez por envolver necrofilia poderia ser pesado pra TV, mas a história merecia mais atenção.

Eu sou fã do trabalho do Raphael Montes, mas essa parceria com a Ilana só refinou ainda mais o estilo de escrita. Bom dia, Verônica é sem dúvida, o melhor livro nacional que li nos últimos tempos!

E para uma experiência melhor, recomendo ler após assistir a série, menos decepções.

Já que eu estou aqui mesmo, vamos de dicas?

Podcasts – True Crime

Eu sigo no ritmo de quarentena, trancados em casa, cheios de saúde e tédio.

Sigo apaixonada por Podcast, como o livro/série é sobre crimes vou seguir no tema:

  • Modus Operandi – Meu preferido! Gosto dos temas, a postura das apresentadoras Carol Moreira e Mabê é ótima, séria na medida certa. Elas fazem uma boa pesquisa sobre os assuntos abordados.
  • Que Crime Foi Esse? – Vários episódios com crimes nacionais é o grande diferencial desse pod. Eu canso um pouco do tom divertido que elas levam cada episódio, mas isso já é previamente avisado.
  • Café, Crime e Chocolate – Recomendo MUITO o episódio Caso Família Watts, é melhor que o documentário do mesmo crime que tem na Netflix
  • Fábrica de Crimes – Gosto muito, é quinzenal, infelizmente! A pesquisa e apresentação dos casos são vem completas e com casos bem conhecidos.

Espero voltar em breve dessa vez 🙂

Indicações nada óbvias na Netflix

Pelo menos aqui em SP, o final de semana promete um tempo feio e chuvoso. Com o fim do horário de verão (tristeza!) teremos uma hora a mais para aproveitar o sofá! Pode comprar a pipoca e o vinho e se preparar para as maratonas!

Safe – Essa série é do muso, maravilhoso, Harlan Coben. Se você ainda não leu nenhum livro dele, leia. Pode ser qualquer um, são todos maravilhosos e não conheço ninguém que não goste dele. A sinopse é a seguinte, após desaparecimento de sua filha mais velha, um cirurgião viúvo (o ator do Dexter) faz descobertas terríveis sobre pessoas bem próximas. A série tem 8 episódios de puro suspense, mistérios e reviravoltas e tudo mais que você pode esperar do Coben.

Anne with an E – Pensa em uma série apaixonante, baseada no livro Anne de Green Gables, de Lucy Maud Montgomery, publicado em 1908, a série canadense Anne with an E (Anne com E, em português) é a história de Anne Shirley, uma garota adotada por engano por um casal de irmãos, que na verdade queria um garoto para trabalhar na fazenda. É impossível não amar a Anne, a atriz principal é apenas incrível! Mas não é só ela, a série tem uma fotografia linda, dá pra rir, chorar, se indignar. Tem duas temporadas e a 3º deve estar a caminho!

A Maldição da Residência Hill – Essa indicação é para quem gosta de terror de verdade. Eu sempre assisti filmes do gênero, sempre me achei tranquila sem grandes medos, MAS GENTE! Preparem-se para inúmeros sustos. A história é de uma família com cinco irmãos que
dividida confronta memórias assustadoras do antigo lar e dos eventos aterrorizantes que os expulsaram de lá. A edição é maravilhosa, o enredo é ótimo, mesmo com todos os sustos. Preste bastante atenção, a série é toda alinear. Tem apenas uma temporada.

Bates Motel – Essa série já terminou e tem na íntegra na Netflix. Ela é baseada no famoso filme Psicose e começa com a Norma Bates comprando um hotel em uma pequena cidade para recomeçar a vida ao lado do filho Norman. Os dois mantêm uma complicada e intensa relação. São 5 temporadas e tanto a Norma, quanto o Norman são atores/personagens incrivelmente complexos do começo ao final da série. É pesada, mas vale a pena!

Ozark – A série já começa ótima! A história é de um consultor financeiro leva a família para uma pequena cidade para lavar quinhentos milhões de dólares de um cartel de drogas. Lembra um pouco Breaking Bad, só que menos genial, porém com atores notáveis. O principal,
Martin Byrde, interpretado pelo famoso Jason Bateman e sua esposa Wendy, estão entre os melhores personagens de todas as séries. A Wendy só melhora. São duas temporadas e vale a maratona.

Love – É leve, é engraçado, cada episódio dura 20 minutos e conta a história da Mickey e do Gus, que são completamente diferentes e vivenciam emoções e agonias de um relacionamento. Às vezes você se identifica com o Gus, às vezes com a Mickey, às vezes você odeia os dois. Também há outros ótimo personagens a Bertie, a roommate da Mickey.

Santa Clarita Diet – Prepare o estômago e para boas risadas!
Protagonizada por Drew Barrymore (sempre linda e ainda mais linda na série) e Timothy Olyphant, o ator mais engraçado do mundo! A série conta a vida da família Hammond, que tem sua vida virada de cabeça para baixo quando Sheila, a matriarca, se trona um “zumbi”, sem cair no clichê, com episódios curtos e divertidos. A terceira temporada chega no final de março e eu já estou ansiosa!

The Crown – A série é uma história biográfica sobre o reinado da Rainha Elizabeth II do Reino Unido. Tem história, tem drama, tem os figurinos e os cenários mais lindos da Netflix. Pode dar um certo sono, já que não tem grandes aventuras e acontecimentos, mas eu gostei bastante.

Documentários

Chef´s Table – Quem gosta de uma boa gastronomia, vale a pena assistir. Meus episódios favoritos são da primeira temporada, o Massimo Bottura e o Francis Mallmann (esse é muito louco/incrível) e da segunda temporada o do Grant Achatz e do Alex Atala, que eu já revi algumas vezes e é simplesmente magnífico. Se tem fotografia e imagens mais lindas do que no Chef’s Table, eu desconheço!

Somm –   Quatro sommeliers se arriscam fazer o curso para o prestigioso e quase impassável exame que dá direito ao título de Mestre em Vinhos. Gente, é muito legal! Sério, eles levam o vinho a outro patamar. São dois ou três documentários sobre o tema e todos são bons!

 Um filme – Só um porque minhas outras indicações são bem clichês

Um Contratempo – Eu indico esse filme para TODO MUNDO e quem assiste fica chocado o quanto ele é incrível. Tudo começa quando Adrian desperta em um hotel, e encontra sua amante morta coberta de dinheiro. Ele recorre a melhor advogada de defesa, e eles tentam descobrir o que realmente aconteceu na noite anterior. Simplesmente assistam é um suspense maravilhoso, o melhor filme disponível na Netflix.

Séries que ainda não terminei, mas estou gostando: Outlander, Grey’s Anatomy (não vou terminar nunca porque ainda estou na segunda temporada) de Good Place (quase no final os episódios são curtos e engraçados!), Scandal, queria ser a Olivia Pope? Queria! Mas tenho paciência para ela? Não!